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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A FONTE / THE FOUNTAIN



De onde vem, ó pequena, essa alegria?
Do som das flautas de tuas loucuras?
Do som da chuva surrando as ruas?
De onde vem, ó pequena, esse desvario?

Oh, Sweet dear poet, it comes from Him
It comes from Him, like sun as well
Like everything we’ve ever felt
Like love on our lips or ground under feet

Mas quem é Ele, ó pequena, de que falas?
Que tal parece? Quão belo ou quão esperto?
É alguém a quem se deseja ter por perto?
Diga-me, antes que eu desfaleça

Don’t you know, dear poet, the fountain?
His words are sweet but are strong
His eyes are gentile but they burn
He’s the real fountain of love

Ainda me sinto confuso, pequena amiga
Pareces insana, porém farta de amor
Como se estivesses de alma lavada
E eu preocupado com a minha dor

There’s a deep fountain available, poet
Don’t be afraid of tasting its water
Living water, never to be thirsty again
Not to be stuck in your sorrow, but healed instead

Qual é Seu nome? Quem é esse ser tão gentil?
Para arrancar-lhe das negruras e das feiúras
Só poderoso pode ser esse teu novo achado
Quem é Ele, quem é Ele, tão aclamado?

His name is Jesus, the Son of God
He gave his life to save us, poet
Would you ever dare do the same?
No one would, I praise His name

Então é daí que vem, pequena?
Posso eu provar do mesmo e gostar?
Ele é a fonte dos teus gargalhos?
Ele é a razão do teu dançar?

Yes, my dear, he is
The fountain, the deepest one
Where I’ve lost myself not to be found
Because I’ve just found my home

Eu irei contigo até a fonte, ainda hoje
Verás e beberei até me fartar, como tu, pequena
Vou me lançar na fonte com tamanho afinco
Pois eu quero provar de uma vida plena

So don’t take so long to do it
And bring all those ones who’d like
To try on a better life
Without fearing dive the fountain

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

LO-DEBAR


Referência para este poema: 2 Samuel, cap 9

Quem sou eu, ó Rei, para que uses de bondade comigo?
Eu, que não passo de um cão morto, imundo
De onde vim é escuro, densa terra do silêncio

Quebraram-me os pés, não posso andar
Ainda criança me tornei um manco humilhado
Mataram meus sonhos, ó Rei, fui machucado

Eu tinha futuro predestinado, a perder de vista
Palácios, luxos, riquezas e domínios
Mas indefeso caí, tão frágil fui à ruína

E agora tu vens, ó Rei, a fim de me restituir
Tudo aquilo que um dia eu tive, e perdi
Eu que quase fui um príncipe, posso outra vez sonhar?

Arrancaste-me da terra de minhas feridas
E puseste esperança diante de meus olhos
Estarei à tua mesa para cear contigo, ó Rei bondoso!

Quebraram-me os pés, silenciaram minha alma
E quando nada me restava, além de solidão
O bondoso Rei me aquece o coração

Quem sou eu, ó Rei, para usares de bondade comigo?
Sou agora um homem digno, de olhos erguidos
Nunca mais, Lo-Debar, lugar escuro de silêncio... 

terça-feira, 26 de outubro de 2010

CORAÇÃO MINÚSCULO



Coração minúsculo
Quando me deixarás entrar?
Se tudo que eu mais quero é em ti habitar
Ó, dolorido e minúsculo coração!

Coração apertado
Que tirita de frio e tanto medo
Sufocado por mágoas e segredos
Abra-te a mim e tudo se dissipará

Coraçãozinho frágil
Tão fácil de quebrar, se espatifar
Deixe-me te remendar
Refarei você como novo em folha

Coração minúsculo
Eu escolhi você, desde sempre
Eu só quero uma chance de tentar
E prometo que não vais te arrepender

Coração sangrado e calado
Pela vida brutal espancado
Mas hoje renasce uma esperança
De juntar os pedaços outrora desprezados

Coraçãozinho impenetrável
Sangrei tanto para fazê-lo bater
Chorei tanto pra não vê-lo recuar
E hoje só quero poder entrar

Coração minúsculo
Eu escolhi você, desde sempre
Se me escolheres também, aqui estarei
Esperando o dia em que me receberás

sábado, 28 de agosto de 2010

NA CONTRAMÃO


Meus sonhos são tão grandes
que nem cabem no meu peito
E sonhos mais vão surgindo
E se espremendo num espaço estreito

Sinto que posso explodir a qualquer minuto
Nesse estado de euforia, vontade de pular
Agarrar estrelas e brincar com elas como moleque
Olhando pro céu com reconhecimento

Escolhi um caminho de contramão
a todo sistema que me oprime
Posso não saber todas as respostas 
Mas morrerei, um dia, com poucas perguntas

Entreguei meu caminho em tuas mãos, Jesus 
Para deixar de tontear por aí numa vida falsa
Meus sonhos ainda são do tamanho de um mundo
Mas Deus é maior ainda...

quinta-feira, 29 de abril de 2010

LIBERTO





Minha alma geme tão alto que não posso conter
As feridas dessa vida me afligem pra eu morrer
Quero tanto, em meio ao pranto, ver ainda que há razão
Uma forma, uma maneira de escapar da escuridão

Pecado!
“Perdão”
Pecado!
“Perdão”

Ver teus olhos em tristeza repousando sobre mim
Essa fome, essa ânsia, a incerteza de um fim
Tatuado no meu corpo, o pecado impregnado
Me socorre, me liberta, quero ser purificado

Pecado!
“Perdão”
Pecado!
“Perdão”

Não me importo com as riquezas se a vida eu perder
Santo Rei, respire em mim pra que eu possa renascer
Liberdade, liberdade, celebrar com meu Senhor
Venha a mim tua mão, me acalma nessa luta e nessa dor

Pecado!
“Perdão”
Pecado!
LIBERTAÇÃO!!!