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sexta-feira, 22 de março de 2013

ANGEL DE LA MUERTE (MEMENTO MORI)





Antes do último gole de orgulho
Antes que sorva mais um pingo de altivez
Detenha-te!
O preço não vale a pena
Lembra-te da tua condição
Lembra-te que haverá juízo
Nada foi/será em vão
Nada que podes agora entender, talvez
Mas não te embriagues, mais, amigo
Da inconsequência, do culto ao eu doente
Não conheces o que guarda teu amanhã
Lembra-te que és mortal
E o tempo não é amigo senão de si mesmo
Não serve a ti e a teus devaneios
O sangue pinga da cruz ainda
Ou da ampulheta que rege todos os mortais
Lembra-te que és um deles
Apenas guarda a recordação...

domingo, 2 de setembro de 2012

GLORIOSO TEMPO



Dos gemidos de minha alma
Ao tremor de meus lábios
Dos aplausos de minha alegria
Às lágrimas do meu arrependimento
Toda terra se encherá
Desse espantoso sentimento
A redenção que nos alcançará
Jamais igual se ouviu falar
Glória, glória, glória!
Este não é o início das dores
Há muito se ouvem rumores de guerras
Estejamos à espera, preparados
Estejamos limpos e conservados
Perseverados em fé, de pé, firmes
O tempo do cansaço se extinguirá
Cantemos pelo glorioso tempo
O tocar de trombetas se logo fará
Glória, glória, glória!
Cristo de todo fardo nos livrará
Meu coração grita tão alto
Minha carne gelada e fatigada
Ele trará o bálsamo, a redenção e a recompensa
Jesus! Jesus! Jesus!
Brada a mais louca das minhas convicções
Do alto de sua glória Ele virá
Do alto de seu trono descerá
O tempo da angústia dará lugar ao alívio
O tempo da fome dará lugar à fartura
Fome de vida, de amor, de conforto
Glória, glória, glória!
Um sem número de vezes glória!

sábado, 11 de fevereiro de 2012

ANGÚSTIAS NOTURNAS



Chegando por aqui, enfim, o primeiro poema de 2012... Deus seja louvado!!!!



Ela bebeu da fonte inesgotável das ilusões
Junto com aqueles cujos lábios sorriam gélidos
E cujas mãos estavam pálidas em semivida
Ela bebeu até escorrer queixo abaixo

Ela havia entrado por portas escancaradas
Onde sofismas a arrebataram como sedutores vampiros
Foram sugando suas energias e lhe injetando orgulho
Viciada ela ficou, envolta em sonhos e suspiros

Lavaram sua mente com veneno de serpentes
Enquanto matava a sede dos homens em seus braços
E as angústias noturnas a mantém presa como fantoche
Há vontade de fugir, mas não consegue dar dois passos

Ela não tem nome, não tem sequer um rosto
Ao menos uma face que se possa distinguir nas trevas
Ela ergueu muralhas gigantescas a proteger o coração
Onde eu deveria estar e nem mesmo posso entrar

Se ao menos ela escutasse o que eu dissera
Seus dias poderiam ser quase uma quimera
Mas o inverno em sua alma nunca passa, frio eterno
Toda noite eu a vejo desejar o inferno

E muitos existem tornados como a donzela
Perdidos em fumaça de falsas promessas seculares
Minha espera revela que existe uma chance
Eu simplesmente ainda espero por seus olhares...

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

(CH)OREMOS AO SENHOR



Orar, como nunca oramos antes
Uma vez ao menos, um esforço somente
E veremos tal grandeza de milagres
Perpétuo socorro vislumbrado

Orar, mas com muita, muita fé
Um grão de mostarda regado com lágrimas
Tocar a Deus, lavar seus pés
Apresentar diante Dele nossas almas

Expor nossos corações sangrados
Manchados retratos de nossas sombras
Cantar, dançar, louvar, ex-ter-nar
Pôr pra fora toda a dor, descarregar

Chorar, prantear do ponto mais fundo
Oremos com o rosto em pó, clamemos
Clamemos por toda dor desse mundo
Ao Senhor, Senhor, como santos O adoremos

sábado, 16 de abril de 2011

A FEBRE E O SANGUE


Seus sonhos nem sequer chegaram
aonde eles poderiam chegar
Foram até o âmago do sonhar
Mas não se tornaram mais do que isso

Como uma torre de barro
Seu mais íntimo desejo desmoronou
E a febre agora se espalha
Fechando seus olhos pra batalha

A mão de Deus parece distante
Longe o suficiente pro teu orgulho 
Essa força que controla teu ser
Essa dor que te impede de viver

A mão de Deus está estendida
Quente e firme, porém não percebida 
Pois teus olhos encharcados de sangue
fazem com que não vejas teu Senhor 

Limpa teus olhos nas vestes de Cristo
Alvas e limpas, suaves e acolhedoras
Bebe de sua graça salvadora
Antes que não haja mais sol de esperança...

sábado, 19 de fevereiro de 2011

O PECADOR



( I )
Das trevas para a luz

Bradam heroicos os fariseus,
Sacudindo a carne de caça vistosa
Porque já seus dedos em riste o julgam
Prontos para catar as pedras mais próximas

Foste trazido das trevas, onde permanecias oculto
E lhe jogaram luz intensa sobre teu rosto criminoso
Pobre pecador, tenho pena de ti,
Pois os “juízes de Deus” se deliciam com teu tropeço

Agora, que enfiaste os pés pelas mãos,
Como farás para te livrar desta luz tão acusativa?
Ei, pecador! Infeliz tu és por teu adultério, tua sina
Tua mentira será exposta e tua nudez será revelada

(II)
Exílio e penar

“Exila-te, infeliz pecador, do convívio dos santos!”
Cuja impecabilidade é carregada sobre os ombros
E cujos passos não são tortos nem maliciosos
E vá, vá para longe de nossos olhos!

Se te arrependeres, sorte tua, se houver tempo
Os dentes rangem de fúria contra ti, ó infiel
As lanças tem venenos nas pontas, para trucidar-te
E expor a ti como exemplo aos outros fracos

Agora sangram teus braços, e gemes em agonia
Não clame a Deus, porque seus santos já o condenaram
Nós somos a voz do Senhor, e te rejeitamos tal como a um cão
Exila-te, e ai de ti se ergueres a cabeça

(III)
O reverso do pecado

Bem-aventurados são aqueles que encontram na graça
Uma armadura resistente e amor incondicional
Bem-aventurados os que levam a Deus suas feridas
E com Ele aprendem a serem curados

Ai de ti, ovelha negra, que mais te assemelhas a um lobo
E que desvia a última esperança de um fraco pecador
Resvalando-a pelos dedos para no ar se desfazer
Ai de vós, santos devassos, que mal exercem o amor

Porque todo aquele que voltar atrás e a Deus chorar
Conhecedor de sua miséria e pequenez, quebrantado
Todo aquele que acreditar no reverso do pecado
Este será acolhido, este será imensamente perdoado

Enxutas serão tuas lágrimas, limpo será teu corpo
Socorrido serás de teus conflitos e tuas perseguições
E será feito de ti grande homem, para que Deus seja exaltado
Até que estejas refeito, cheirando a fina prata!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

A VOZ DA DEPRESSÃO SOB A TEMPESTADE


Acordei num quarto sombrio, banhado de lágrimas
Lugar tão frio, pior que o vale das sombras
Desespero e arrepio perpassavam meu corpo gélido
Este, a saber, não era menos que meu universo trevoso

Acordado, porém, notei que era um sonho
Ou melhor, um quase-dormir, um estágio intermediário
Em que demônios tentavam assaltar-me a sanidade
E clamei a Deus, em pleno choque 

Andava eu por uma rua sem brilho, meus pés sobre barro
O cheiro da morte era intenso e pútrido, intoxicava
Minhas vestes rasgadas e sujas, eu quase um mulambo
Como posso ousar ser amado por tão grandioso Ser?

Penso o quanto poderias ter sido altamente depressivo
Pois razões tiveste, em meio a traíras e aproveitadores
Mas ouviste a voz do Pai sob a caudalosa tempestade
Assim também quero eu, Senhor, imitar-te

Acendo a luz do quarto e faço preces no chão cinzento
Oro em prantos, buscando alento, mais do que isso eu tento
Não ser danificado pelas minhas agruras e meus desvarios
Entontecido pela voz cavernosa e gutural desse mal, não mais

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

VOCÊ PRECISA DE LIBERTAÇÃO?

A reflexão de hoje indica o texto de Tiago 4:1

Muitas vezes somos abordados por amigos, parentes e outros conhecidos para que oremos por eles. Alguns desses casos são muito sérios, pois envolvem situações em que a pessoa a pedir oração está perturbada por algo que fez, algo que está afligindo sua vida ou por um receio de cometer algum (grande) erro. 
Alguns desses casos são tão críticos que nós, cristãos, como se fôssemos médicos, damos o diagnóstico: essa pessoa precisa de libertação. Entenda-se libertação aqui como um grande agir de Deus sobre aquela vida, a ponto de impactá-la e fazê-la mudar de atitude de uma vez por todas, a fim de se afastar ou desprezar para sempre aquilo que lhe traz tanto mal. 
Pensando nisso, resolvi escrever esta reflexão: quando para pra pensar demais na vida, essas coisas disparam em minha mente. E creio que todos nós, em uma escala maior ou menor, precisamos de libertação. Claro que não estou falando da liberdade conquistada pela morte de Cristo, pois isto é algo inerente a qualquer um que o receba como Senhor e Salvador. Entretanto, a história para por aí? E depois do "aceitar Jesus"?
A verdade é que o fato de vivermos uma vida baseada em princípios cristãos não está livre de sofrer investidas do "mundão". E somos igualmente humanos àqueles que ainda não se entregaram a Jesus. Eu já comentei com alguns amigos que nós devemos nos converter todo dia, porque a misericórdia do Senhor se renova a cada manhã, mas você já parou pra pensar por quê? Ora, porque nossa maldade também se renova a cada manhã.
Se, segundo a Bíblia, pecado é tudo do mesmo tamanho, então preciso sempre analisar minha vida, as coisas que faço, os lugares em que piso, as pessoas com quem converso, as palavras que saem de minha boca. Se tenho um amigo viciado em pornografia ou outro que tem o péssimo hábito de mentir, sei e julgo muito bem que tal criatura precisa se desprender imediatamente de tais práticas. Mas e eu? Há algo me impedindo de gastar mais tempo com meu Deus? Estou abrindo mão de minhas vontades e me sacrificando fazendo pelo menos um pouco do que agradaria a Deus? Por que há tantos indivíduos se dizendo crentes, evangélicos, gospel, cristãos e outras nomenclaturas mais, mas pensam que podem viver do jeito que quiserem? Alto lá, há princípios! Não se esqueça que o Senhor é outro, não você!
É esse o tipo de libertação que estou falando, a libertação diária, a autonegação. Difícil, claro, para alguns impossível. Mas o Senhor é paciente e se pudermos "treinar" um pouquinho a cada dia, faremos avanços impressionantes. Vamos aprender juntos e refletir! Não há culpados maiores de muitas das nossas aflições do que nós mesmos. Às vezes, por teimosia. Outras, por falta de sabedoria. Para ambas, oração. Um santo remédio. 
Amém.
Na santa paz de Cristo,
oro pra que essa reflexão tenha falado ao seu coração.