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quinta-feira, 2 de abril de 2015

P.S.


Eu fiquei preso sem me mover
Até clamar ao Senhor
(No recôndito mais fundo da alma)
E sentir, então, que ainda há vida nas pernas
E meus lábios ainda poder-se-iam abrir
Um pesadelo frio sussurrava ao pé d´ouvido
Tragando minh´alma a cada segundo desesperador
Mas o Cristo ouve o mais silencioso clamor
Que me arrebata das garras do medo
Dos olhos que espreitam no submundo
Da presença vívida que atordoa
E do grito preso no pesado peito
outrora oprimido sem dó
Cuja dor já não mais há
E dorme em paz até o dia chegar




quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

TEMPO DE GUERRA -- pt.1


Violência gratuita
Bocas mudas
E outras tantas
Gritando
Gemendo

No chão frio
Escorre o sangue
Vertido pelos pulsos
De quem travou guerra
Sem vencer
Sem, porém, retroceder

Mãos armadas
Punhos cerrados
Dedos em riste
Apontando
Calando

É o anúncio do fim
A guerra prometida
O encontro dos séculos
O conflito feroz
Num cenário atroz

Olhos em chamas
Pés descalços
Cambaleando
Se desviando
Se entregando...

Mas algo desponta do oceano obscuro
Algo se arrisca a emergir
Do fundo do coração, sob a poeira dos dias árduos
Eis que vem, um guerreiro todo encouraçado

A batalha vai começar...