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domingo, 26 de abril de 2015

HYGGE


Tu és o meu conforto quando me deito
O meu prazer perfeito             
Em ti está o meu bem-estar
O meu clarear
A boa-nova que vem a galope
Ou pelo vento que sopra nas folhas

Tu és a roda de violão com os amigos
Sobre a relva fresca no fim da tarde
Tu és cada sorriso decorado
Com sonhos a se preservar
E cada riso incontido
Do que jaz nos corações

Tu és o alívio, o remédio
O bálsamo que refresca e refrigera
Aquele bom momento que nem toda língua traduz
O som doce que a clarineta produz
À meia-luz, na penumbra da alma necessitada
Aquela resposta há muito esperada

Tu és o piquenique, o luau e o sarau
A confluência das artes
A união das partes
Meu natural transmigrado para o sobrenatural
O pranto e o perdão
A celebração da união

Tu és alguma coisa que nessas fracas palavras
Da minha humilde linguagem
Ecoa na língua do amor, a língua da verdade
Que se traduz no calor do abraço teu
Meu Deus

sábado, 28 de março de 2015

O CÉU DE ANTEONTEM



Sabe o que me enche de sede na vida?
Olhar as palmeiras que dançam
Com seus ramos apontando pro céu

As crianças que saboreiam cada segundo
De uma brincadeira inocente
E se ajuntam ao redor de uma fogueira

Sob o firmamento rajado de nuvens
E de um horizonte âmbar
Projetei um sonho:
Que todo dia seja como o céu que vi antes de ontem
Que passou baixinho, rasteiro, cativante
Como uma revoada selvagem

Sabe o que me enche de lágrimas na vida?
O pão do pobre molhado de suor
Do qual nasce um sorriso de vitória

Os músicos orquestrados que nos lançam
Em teias mágicas por horas
E nos deliciam com canções de redenção

Sobre a relva úmida de água da chuva
Cantarei a natureza e o esplendor
Que o Senhor dos meus caminhos me mostrou
Eis diante de todos os povos:
O alarido que cura o enfermo
E quebra muralhas de Jeri(-có-)rações

Eu me rendo!
Eu me rendo!
Eu me rendo!

sábado, 4 de janeiro de 2014

DA VARANDA



Hoje assistirei ao sol nascer
Da varanda da minha casa
Verei o orvalho se despedir
Das flores, das folhas, da grama

Serei testemunha do milagre matinal
Ansioso pela primeira brisa
Enquanto o galo canta no quintal
Do vizinho que perde o espetáculo

Na minha cadeira de balanço
Sorrindo pra vida que se abre
Antes que o caos se instaure
Verei raios de sol salpicando o céu

É que tem gente que não se toca
E deixa só o despertador tocar
Portanto, respeite essa minha troca
Que hoje não deixo de ver o sol chegar


domingo, 2 de setembro de 2012

GLORIOSO TEMPO



Dos gemidos de minha alma
Ao tremor de meus lábios
Dos aplausos de minha alegria
Às lágrimas do meu arrependimento
Toda terra se encherá
Desse espantoso sentimento
A redenção que nos alcançará
Jamais igual se ouviu falar
Glória, glória, glória!
Este não é o início das dores
Há muito se ouvem rumores de guerras
Estejamos à espera, preparados
Estejamos limpos e conservados
Perseverados em fé, de pé, firmes
O tempo do cansaço se extinguirá
Cantemos pelo glorioso tempo
O tocar de trombetas se logo fará
Glória, glória, glória!
Cristo de todo fardo nos livrará
Meu coração grita tão alto
Minha carne gelada e fatigada
Ele trará o bálsamo, a redenção e a recompensa
Jesus! Jesus! Jesus!
Brada a mais louca das minhas convicções
Do alto de sua glória Ele virá
Do alto de seu trono descerá
O tempo da angústia dará lugar ao alívio
O tempo da fome dará lugar à fartura
Fome de vida, de amor, de conforto
Glória, glória, glória!
Um sem número de vezes glória!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

A ROSA VINDOURA


Suave és como bálsamo
Como o bálsamo da cura e da esperança
Como a canção que acalenta a criança
Suas pétalas percorrem minhas feridas
Enquanto correm os dias apressados
Eu aqui, ainda bem, esperei confiado
E a rosa finalmente se mostra no horizonte
Sinto de longe teu suave perfume
Obrigado, que mais poderia dizer?
Vejo com tanta fé o teu aparecer
E prossigo em passos calmos até você
Doce rosa vindoura, futuro a brilhar
Voz do Cristo sofrido, que sofreu em meu lugar
Voz do Cristo vitorioso, coroado com glórias
Sigo rumo a esse imenso amor
Tão cálido, tão puro, tão forte
Que não é uma questão de sorte
É a vida que reluz mais que o nobre ouro
Partirei a descobrir desse tesouro
E enfeitarei meus caminhos com rosas de um futuro bom!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

DEUS DA ARTE


Foi Deus que fez a arte
Essa que eu uso, desuso e abuso
Essa arte que me faz saltar de uma nuvem à outra
Essa arte que nas veias corre solta

Foi Deus que cantou a canção
Na qual encontrei amor, força e perdão
Segunda e terceira chance de redenção
Deus aquarelou esse mundo nosso de cada dia

É de Deus que vem toda inspiração
Onde prevalece a doçura das poesias
O dom dos sons, em fúria ou calmaria
A tecelagem cerebral das ideias, até mesmo as confusas

Somos imagem e semelhança do Mestre das Artes
Um Deus criativo, multiforme, de toda versatilidade
Deus que do barro fez da arte um milagre
Que respira, caminha, pensa e... faz arte

Foi Deus que acendeu a chama genial
O pulsar de teus atributos que ninguém tem igual
Foi Deus, esse mesmo que os mares fez
E pôs a arte transbordando entre vocês

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A FONTE / THE FOUNTAIN



De onde vem, ó pequena, essa alegria?
Do som das flautas de tuas loucuras?
Do som da chuva surrando as ruas?
De onde vem, ó pequena, esse desvario?

Oh, Sweet dear poet, it comes from Him
It comes from Him, like sun as well
Like everything we’ve ever felt
Like love on our lips or ground under feet

Mas quem é Ele, ó pequena, de que falas?
Que tal parece? Quão belo ou quão esperto?
É alguém a quem se deseja ter por perto?
Diga-me, antes que eu desfaleça

Don’t you know, dear poet, the fountain?
His words are sweet but are strong
His eyes are gentile but they burn
He’s the real fountain of love

Ainda me sinto confuso, pequena amiga
Pareces insana, porém farta de amor
Como se estivesses de alma lavada
E eu preocupado com a minha dor

There’s a deep fountain available, poet
Don’t be afraid of tasting its water
Living water, never to be thirsty again
Not to be stuck in your sorrow, but healed instead

Qual é Seu nome? Quem é esse ser tão gentil?
Para arrancar-lhe das negruras e das feiúras
Só poderoso pode ser esse teu novo achado
Quem é Ele, quem é Ele, tão aclamado?

His name is Jesus, the Son of God
He gave his life to save us, poet
Would you ever dare do the same?
No one would, I praise His name

Então é daí que vem, pequena?
Posso eu provar do mesmo e gostar?
Ele é a fonte dos teus gargalhos?
Ele é a razão do teu dançar?

Yes, my dear, he is
The fountain, the deepest one
Where I’ve lost myself not to be found
Because I’ve just found my home

Eu irei contigo até a fonte, ainda hoje
Verás e beberei até me fartar, como tu, pequena
Vou me lançar na fonte com tamanho afinco
Pois eu quero provar de uma vida plena

So don’t take so long to do it
And bring all those ones who’d like
To try on a better life
Without fearing dive the fountain

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

(CH)OREMOS AO SENHOR



Orar, como nunca oramos antes
Uma vez ao menos, um esforço somente
E veremos tal grandeza de milagres
Perpétuo socorro vislumbrado

Orar, mas com muita, muita fé
Um grão de mostarda regado com lágrimas
Tocar a Deus, lavar seus pés
Apresentar diante Dele nossas almas

Expor nossos corações sangrados
Manchados retratos de nossas sombras
Cantar, dançar, louvar, ex-ter-nar
Pôr pra fora toda a dor, descarregar

Chorar, prantear do ponto mais fundo
Oremos com o rosto em pó, clamemos
Clamemos por toda dor desse mundo
Ao Senhor, Senhor, como santos O adoremos

domingo, 10 de julho de 2011

EM NOME DE UM CORAÇÃO TRANQUILO


Em nome de um coração tranquilo
É que faço poesias e oro
Sorrio com os amigos e com os amigos choro
Carrego minha pesada cruz
Mesmo sem enxergar a luz

Em nome de um pouco de alívio
É que convido Deus para minha vida
Em meio às dores e despedidas
Buscando além do que posso ver
Uma esperança pra não morrer

Tudo em busca de serenidade
Calma, paz, viver de verdade
Em nome das rotas que precisam ser acertadas
É assim que organizo essas palavras

Em nome de um refrão que possa ser (re)cantado
É por isso que confio no Cristo Ressucitado
Em nome do único bem que eu tenho, única herança
Em nome da inocência intacta de criança!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O GRANDE GUERREIRO


Quem poderá se levantar contra ti, ó Grande Guerreiro?
Quem atentará em sã consciência contra o teu poder?
Tudo submetes debaixo de teus pés
Lanças mão de tua potente espada, sem nada temer

Ó Grande Cavaleiro, que majestade reluzente!
Me desfaço em adoração diante de ti
Sou completamente entregue e submiso
Canto tuas glórias e meu peito vibra com isso

Levanto as mãos e aplaudo até doerem as palmas
Ó Grande Rei, louvado seja teu esplendor!
Há tempos ansiava em me derreter novamente em teus altares
Mal espero pelo dia em que te verei nos ares

Quem ousará ferir algum dos teus pequeninos?
Tu, como leão defensor, não permites tal atrevimento
Pois com tua misericórdia e amor, envolve-nos em teus mantos
Ah, Senhor, quão doces são teus atos, teus encantos

Só me resta encher os pulmões e bradar que és Santo!
Ninguém há no universo que alcance teu brilho
Sei que posso descansar, andar tranqüilo
Pois o Grande Guerreiro por mim não para de batalhar

sexta-feira, 11 de junho de 2010

SANTA MANHÃ


Este é um poema feito em junho de 2006 (quase 4 anos exatos); ele foi composto como oferta a Deus depois de eu ter recebido uma resposta a uma oração. Assim que acordei no dia seguinte à oração, cumpri ao Senhor o que prometera. Por isso ele tem esse título.


Viver em retidão, espinhoso caminho
Atrás de uma promessa azul-marinho
Dos altos céus vem o meu socorro
O sopro divino me empurra, me leva

Deus em Seu trono, Santa Providência!
Fidelidade que aos homens soa incrível
Mas eu, mesmo de carne, tenho consciência

Ó Senhor, Tu te derramas invencível

Aqui cumpro com prazer este tributo

Louvando feliz por tua resposta

Glória ao Rei! Glória ao amigo em tudo!

Só posso sentir tua mão imposta

E se eu cair, minhas asas não se quebrarão

Pois teu Espírito me dá sobrevivência

E pela fé conquisto a pré-paga salvação

Meu Cristo, obrigado por tua beneficência!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

EU PREFIRO ADORAR


Desgraças, lutas, perdas

Ainda assim, pelas pedras
caminhando sem rumo, sem norte ao certo
Eu prefiro adorar

Quando a tempestade vem
desabando sobre o telhado
caindo sobre meus ombros cansados
Eu prefiro adorar

Meu inimigo se ergue
em valentia e soberba
Deus, que é por mim até o fim
Ele é quem me sustenta

Eu prefiro adorar e cantar
Saber que alguém não desistiu
Até a última gota de sangue
entregou-se e me garantiu

Vida! Vida!
Eterna vida, conquistada a caro preço
Vida! Sofrida vida!
Mas Ele me deu um novo começo

Como poderei não adorar?
Eu prefiro a dor que ensina e me edifica
Eu prefiro me jogar em teus braços
Por tantas razões, Senhor...
Eu prefiro adorar

segunda-feira, 3 de maio de 2010

BORBOLETAS NA JANELA



O Senhor colocou borboletas na minha janela
Assim que o dia amanheceu sorrindo
Perfumou meu quarto com flores de primavera

Me visitou enquanto estava dormindo


A minha cabeça vive agora incendiada

de inspiração e de razão para adorar

Aqui em mim há um espírito a repousar

que traz a mim aquela paz tão desejada


Mas, Pai Divino, não me deixe um egoísta
Quero ser vaso, dividir minha conquista

Levai algumas dessas borboletas tuas
pra colorir a escuridão de nossas ruas

Ó Santo e lindo, o que sou para contigo?

Que não mereço ver-me livre do perigo

Não sou nada pra te ter como amigo
Mas não negas o refúgio e o abrigo


O Senhor colocou borboletas nas nossas janelas

São as bênçãos que batendo suas asas
nos animam, alegrando as nossas casas
Deus é Santo e Sua Palavra me revela



Obrigado, Senhor, pelas tantas borboletas...

quinta-feira, 29 de abril de 2010

VERSOS A DEUS

A ti, clamando e orando, Pai dos humildes
Abriga os enfermos e os despedaçados
Reverte-nos com a couraça da vida
Para que a Ti voltemos limpos e renovados

Sensações indescritíveis na tua presença
Glória ao verdadeiro Santo do impossível!
Aquele que habita o meu coração
e me revela ser o magnífico indefinível

Entra agora, Deus de Israel, pela dianteira
Cubra-me com Tua brancura e majestade
Eu te bendigo e agradeço, ó aleluia!
Por de mim teres misericórdia e piedade

Meu amor procura o Senhor em orações
E sua obra me põe na direção dos retos e bons
Deixa-me, Cristo, cantar-te em versos
e encher Teus ouvidos ao recitar estes sons


Toda a honra a Deus para sempre!!