Mostrando postagens com marcador pecado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pecado. Mostrar todas as postagens
domingo, 2 de junho de 2013
NO DENTRO DE MIM
No dentro de mim
Remexe-se um sonhador
E chora um poeta
Um duro pranto
Olho para meu íntimo
Em minhas entranhas
Sensações tão amargas
Comichões estranhas
Presa está em mim
A dor abissal dos crentes
Os que já não pisam mais
A cabeça da serpente
Gemidos de uma alma
Bramidos de um coração
Flameja, almeja, volta a gemer
no cativeiro de José
Nesses tempos de um distante Jesus
De um esquecido alvo certo
No dentro de mim deserto
Transveste-se em anjo de luz
Choro lágrimas de gosto cruel
Velando esperanças que vagueiam
Família de certezas feridas
E um minuto de fé para voltar a dormir
sexta-feira, 22 de março de 2013
ANGEL DE LA MUERTE (MEMENTO MORI)
Antes do último gole de orgulho
Antes que sorva mais um pingo de altivez
Detenha-te!
O preço não vale a pena
Lembra-te da tua condição
Lembra-te que haverá juízo
Nada foi/será em vão
Nada que podes agora entender, talvez
Mas não te embriagues, mais, amigo
Da inconsequência, do culto ao eu doente
Não conheces o que guarda teu amanhã
Lembra-te que és mortal
E o tempo não é amigo senão de si mesmo
Não serve a ti e a teus devaneios
O sangue pinga da cruz ainda
Ou da ampulheta que rege todos os mortais
Lembra-te que és um deles
Apenas guarda a recordação...
sábado, 19 de fevereiro de 2011
O PECADOR
( I )
Das trevas para a luz
Bradam heroicos os fariseus,
Sacudindo a carne de caça vistosa
Porque já seus dedos em riste o julgam
Prontos para catar as pedras mais próximas
Foste trazido das trevas, onde permanecias oculto
E lhe jogaram luz intensa sobre teu rosto criminoso
Pobre pecador, tenho pena de ti,
Pois os “juízes de Deus” se deliciam com teu tropeço
Agora, que enfiaste os pés pelas mãos,
Como farás para te livrar desta luz tão acusativa?
Ei, pecador! Infeliz tu és por teu adultério, tua sina
Tua mentira será exposta e tua nudez será revelada
(II)
Exílio e penar
“Exila-te, infeliz pecador, do convívio dos santos!”
Cuja impecabilidade é carregada sobre os ombros
E cujos passos não são tortos nem maliciosos
E vá, vá para longe de nossos olhos!
Se te arrependeres, sorte tua, se houver tempo
Os dentes rangem de fúria contra ti, ó infiel
As lanças tem venenos nas pontas, para trucidar-te
E expor a ti como exemplo aos outros fracos
Agora sangram teus braços, e gemes em agonia
Não clame a Deus, porque seus santos já o condenaram
Nós somos a voz do Senhor, e te rejeitamos tal como a um cão
Exila-te, e ai de ti se ergueres a cabeça
(III)
O reverso do pecado
Bem-aventurados são aqueles que encontram na graça
Uma armadura resistente e amor incondicional
Bem-aventurados os que levam a Deus suas feridas
E com Ele aprendem a serem curados
Ai de ti, ovelha negra, que mais te assemelhas a um lobo
E que desvia a última esperança de um fraco pecador
Resvalando-a pelos dedos para no ar se desfazer
Ai de vós, santos devassos, que mal exercem o amor
Porque todo aquele que voltar atrás e a Deus chorar
Conhecedor de sua miséria e pequenez, quebrantado
Todo aquele que acreditar no reverso do pecado
Este será acolhido, este será imensamente perdoado
Enxutas serão tuas lágrimas, limpo será teu corpo
Socorrido serás de teus conflitos e tuas perseguições
E será feito de ti grande homem, para que Deus seja exaltado
Até que estejas refeito, cheirando a fina prata!
Assinar:
Postagens (Atom)


